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Grupos empresariais querem acabar com a profissão de professor

02 OUT 2017
02 de Outubro de 2017

Na manhã da última sexta-feira (29.09), durante o Encontro do Movimento Pedagógico Latino-Americano Paulo Freire, em Rondônia, o presidente da CNTE, Heleno Araújo Filho, participou do primeiro painel do evento “A conjuntura política e educacional frente aos ataques do capital financeiro ao direito à educação pública e gratuita”. Na oportunidade ele denunciou que grandes grupos empresariais multinacionais e universidades querem promover a mercantilização da educação pública no Brasil e transformar o professor em empreendedor, seguindo a cartilha do neoliberalismo e pondo fim à profissão do professor. 

Heleno também observou que o mercado, composto por essas grandes empresas e universidades, se une para criar projetos que promovam facilidades para continuar a exploração contra os povos mais pobres. “Temos que ficar em alerta para evitarmos o que esses grupos empresarias multinacionais querem fazer no país. De acordo com os próprios empresários, o objetivo é formar professores empreendedores, casar com a terceirização e cada trabalhador ser uma empresa, acabando com a profissão do professor”, explicou ele.

O presidente da CNTE, o Movimento Pedagógico Latino-Americano tem a preocupação de combater esse processo de mercantilização imposto pela política neoliberal dos governos de direita na América Latina, incluindo o Brasil. Ele ainda apresentou recortes de jornais para exemplificar que o atual governo ilegítimo de Michel Temer está tomando medidas para promover a terceirização nas escolas brasileiras, como ocorre nos governos neoliberais da América Latina. Segundo ele, empresas privadas já estão investindo em redes de ensino por meio de parcerias com as secretarias municipais. “Em São Paulo uma associação já recebe doações de 70 empresários para beneficiar 55 escolas públicas”, observou.

O representante da Frente Brasil Popular, Ramom Cujuí, que também participou do primeiro painel, lembrou que o projeto educacional do neoliberalismo já havia sido implantando em Rondônia há alguns anos, por meio do Projeto de Empreendedorismo na Educação Básica (PEEB). Conforme ele, até o ano de 2010 já havia sido beneficiadas 203 escolas nos 52 municípios e 20 distritos. Cerca de 70 mil alunos do ensino médio, educação de jovens e adultos e o programa de educação no campo já teriam recebido a formação para serem empreendedores.

“Esse projeto é para fazer o capitalismo para pobre. Temos que questionar se queremos formar sujeitos passivos ou ativos, que possam ter senso crítico e a liberdade para atuarem e interferirem no meio em que vivem, coisa que não é permitida pelo capital”, comentou Cujuí, alertando que o mundo do trabalho se reestrutura com novas estratégias para que o capital não exclua ninguém.

Ramon apresentou um retrato da conjuntura estadual em que as relações entre o agronegócio e a política local acabam interferindo nas políticas públicas implantadas pelo governo. Conforme ele, o mercado produtor de soja e gado, responsável por mais de 91% da exportação de produtos no estado, tem provocado mudanças, como a redução das escolas no campo, “uma vez que os produtores não precisam de mão de obra qualificada. Por isso, é um processo a ser combatido pelos movimentos sociais e sindical”, enfatizou.

Os dois palestrantes disseram que a única forma de evitar o crescimento e a efetivação dessas medidas neoliberais é a unidade do movimento sindical para fazer a luta em defesa da classe trabalhadora. Heleno lembrou que no próximo dia 3 é o Dia de Luta pela Soberania Nacional, contra a venda deliberada do petróleo brasileiro pelo governo golpista.

CNTE

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